Na meditação, encontre o objeto de concentração que apela mais ao seu
temperamento, o objeto que a experiência prova ser o mais efetivo para induzir
a condição de concentração mental.
Os primeiros quinze minutos da meditação são tão cansativos para os
iniciantes, que eles buscam e encontram uma desculpa para terminar a prática,
falhando desse modo em sua busca. Eles talvez concluam que realmente estão
fatigados, ou pensar que devem cuidar de outro dever mais importante. Mas o
fato é que, assim que começam, não desejam continuar. Sentam-se para meditar e
descobrem que não querem meditar. Por que? A resposta está na inquietude do
intelecto, sua repugnância natural em ser dominado ou permanecer quieto.
Em suas meditações, pare de pensar nas coisas que foram deixadas para
fora da porta e comece a pensar no Eu Superior.
Controle seus pensamentos em seu primeiro estágio e controlará a causa
de alguns de seus problemas, pecados e até mesmo doenças.

Habitualmente pensamos ao acaso. Começamos nossas reflexões sobre um
assunto e geralmente terminamos com um inteiramente diferente. Até mesmo
esquecemos o tema com o qual começamos a meditar. Essa mente indisciplinada é
muito comum.
Sempre que o meditador percebe que se extraviou e não mais está pensando
em seu assunto escolhido, deve recomeçar e pensar no assunto novamente. Esse
processo de reencontrar seu caminho várias vezes tem de ser repetido durante cada
sessão de meditação.
É costume entre os yogues começar a meditação prestando homenagem a Deus
e ao mestre. O propósito disso é atrair a ajuda dessas fontes.
O corpo logo começa a protestar contra a quietude a que se leva a mente
de modo forçado; a mente logo começa a se rebelar contra o tédio e o
aborrecimento dos estágios iniciais, e a agitação habitual de ambos tem de ser
encarada repetidamente.
É difícil, frequentemente impossível, parar de pensar através do esforço
próprio. Mas pela ajuda da Graça isso é conseguido. Quando o pensamento para, a
consciência se torna contínua e nada impede que se entre na quietude.
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