Pode-se
relaxar sempre. Mesmo em atividade, pode-se fazer um relax parcial.
No entanto, é mais fácil, mais eficaz, mais repousante fazê-lo
estando o corpo todo inerte, até ao ponto de deixar-se de senti-lo.
É
possível entretanto sacar proveitos terapêuticos e até repouso do
relax, mesmo que estejamos andando, trabalhando, comendo,
divertindo-nos. Para isto, é preciso treinar manter a lassidão
relativa das partes do corpo não comprometidas com o que se está
fazendo. Se você está lendo, por que ficar sapateando o chão com o
calcanhar? Por que a contração do semblante? Por que ou para que os
dedos não param? Aprenda como observar-se a si mesmo e,
conseqüentemente, a evitar esforços e tensões sem proveito.
Agora
você vai aprender sobre o relax inativo ou relax profundo, para
quando estiver sem nada fazer ou puder deixar de lado os múltiplos
afazeres exatamente para gozar uns instantes de repouso, de
esvaziamento de tensões, de assimilação energética, de calma e de
busca da saúde.
Técnica
de shavâsana
(postura
do cadáver): Deitado sobre as costas, os membros despejados no chão,
como se fossem mortos. Feche os olhos. Os braços devem ficar
formando com o corpo um ângulo de aproximadamente 45°. As mãos
frouxas, com as palmas para cima, sem forçamento, naturalmente. Os
dedos nem esticados nem fechados. As pernas largadas, tanto que os
pés, afastados, deixem suas pontas caídas para fora. Semblante
límpido, sem quaisquer contrações. A cabeça numa posição em que
não haja forçamento do pescoço. Por algumas razões anatômicas ou
fisiológicas, é aconselhável a certas pessoas o uso de um
pequenino travesseiro. A mandíbula suavemente descerrada. Os lábios
mal se tocam.
Imobilidade
total. Não ceda à vontade de coçar-se, de engolir em seco, de
mexer com dedos ou artelhos. Se você não se mantiver imóvel,
ficará sem saber o que é relaxamento. É exatamente a tensão que
faz você mexer-se. Agora cuide de sua atitude psicológica. O que
você quer é ausentar-se um pouco de seus problemas, aflições e
incômodos.
Pois
bem, largue-se todo, confiante, nas mãos de Deus. Deixe tudo por Sua
conta. Deixe sua respiração fazer o que quiser. Largue-a a si
mesma. Não interfira em seu ir e vir. Fique no entanto como
observador neutro. Ponha-se à margem, feito testemunha silente. Vai
notar que ela vai se acalmando, acalmando . . . ficando cada vez mais
discreta, parecendo até que vai sumir de todo, o que realmente não
acontecerá.
Agora
centralize a atenção nas várias partes de seu corpo, a começar
pelas pernas. Procure senti-las, como que a tomar consciência delas,
procurando verificar se ainda restam áreas tensas. Aproveitando o
ritmo da expiração, comece a comandar: Relaxem!
Afrouxem! Fiquem muito pesadas! Amoleçam! Fiquem
por
aí largadas, desligadas!
O que
fez com as pernas, siga fazendo com as demais partes anatômicas,
inclusive, com muito carinho e empenho, nos seguintes pontos:
epigástrio (boca do estômago, visando ao plexo solar), coração,
pulmões, braços, pescoço, queixo, bochechas, lábios, nariz,
olhos, testa, couro cabeludo e estruturas cerebrais, especialmente as
da zona que lhe parece mais central da cabeça (visando a relaxar o
tálamo, o hipotálamo e a hipófise).
Imagine
que está conseguindo esvaziar a energia nervosa das pernas, por
exemplo, ao mesmo tempo em que vai sugerindo a si mesmo: Não
estou podendo mover minhas pernas. Elas estão pesadíssimas
e
fogem ao meu mando! Não estou mais sentindo minhas
pernas.
Onde estarão elas, que não as sinto?!. . .
Segue-se
o mesmo trabalho com os braços, tronco e cabeça. Assim, você está
induzindo um estado de anestesia em cada uma destas partes, por fim
ao corpo todo. Quando você deixar de sentir o corpo, terá realizado
o mais profundo repouso e terá, em profundidade e efetivamente,
permitido que o Onipresente tome conta de você. Você gozará então
a paz da criancinha que, sem problemas, sem medos e conflitos, se
entrega aos braços protetores da mãe.
Divina,
de onde ninguém sai levando tristeza na alma, feridas nas carnes e
lágrimas de dissabor nos olhos. Não há palavras para descrever
esta bem-aventurada experiência no reino da Paz Onipotente.
Efeitos
psicossomáíicos: Recupera-nos
rápida e completamente de fadiga de qualquer natureza. Cura
transtornos funcionais produzidos pelo excesso de trabalho e pela
tensão. Harmoniza os processos mentais. Limpa os entraves psíquicos
de origem tensional. Desfaz com presteza os obstáculos derivados de
contrações musculares permanentes. Harmoniza a economia energética
do corpo e da mente. Enriquece e aprofunda a vida afetiva.
Possibilita a vivência de paz e aprofundamento da consciência.
Observações:
Se vccê
é uma personalidade rajásica e leva agitada vida, procure relaxar
sempre. Deixe as decisões mais importantes para depois de um bom
relax. Ao sentir-se nervoso, irritado, cabeça fervendo, ameaçado
por uma crise nervosa, isole-se num lugar e comande seu relaxamento.
Uma
forma excelente e fácil de relaxar e simultaneamente irrigar os
centros cerebrais está sugerida na figura acima, usando a prancha
inclinada (prânali).
Aos
idosos e suspeitos de danos cardíacos aconselhamos começar com
pequeníssima inclinação e ir aumentando-a progressiva e
lentamente.

Sou praticamente de Hatha Yoga, há 30 Anos, através dos ensinamentos dos livros de Yoga, do saudoso Professor Hermogenes, me ajudou a superar grandes dificuldades na minha vida principalmentenas questões psicológica, me renovei fisicamente
ResponderExcluirrejuveneci de forma saudavel e equilibrada sou eternamente grato.
Tenho todos os livros
Professor Hermógenes foi um grande yogue brasileiro, a quem todos nós somos gratos.
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