Postura:
Deite-se
de costas em superfície dura, mas sobre uma manta. Encolha as pernas mantendo os joelhos
altos e juntos e os pés afastados, no chão. Deixe as mãos
languidamente abandonadas sobre o ventre. Olhos fechados, sem
esforço.
Certifique-se
de que conseguiu o melhor relaxamento possível em todo corpo, inclusive
nas mãos que ficam inteiramente inertes, pesando.
Atitude
mental: Diga,
para si mesmo, vou afrouxar ao máximo o plexo solar. Vou
desengatilhá-lo. Ele, assim, frouxo, vai me dar uma grande
tranqüilidade, vai liquidar a reatividade com que respondo às
emoções e assim ajudar-me a controlá-los. Vou gozar profunda paz.
Meus aborrecimentos, meus sintomas, minhas tristezas e preocupações
findarão. Vou-me tornar, agora, muito dócil na mão de
Deus. Vou libertar-me de minhas tensões. Vou repousar
e
libertar-me.
Execução:
Entregue-se.
Deixe que a respiração se faça normal, espontaneamente, como
quiser ser, como quiser vir. Torne-se um espectador, a distância de
sua respiração. Há de notar que docemente se reduz. Fique algum
tempo assim, impassível, conscientizando a respiração. Um minuto
ou dois e você poderá começar a fazer
algo. Ao
perceber o fim da expiração (o abdome lá embaixo), faça uma
delicada solicitação para que o ventre desça mais um pouco e logo
o liberte, para que não crie obstáculo à nova inspiração, que o
vai levantar.
Resumindo:
o que você tem a fazer é, simplesmente, sugar um pouco mais o
abdome, no fim da expiração. Nada mais do que isto. É preciso
treinar algum tempo para dominar esta técnica, que parece tão
simples. As dificuldades iniciais correm por conta de descompassos
respiratórios de origem emocional, fisiológica, ou anatômica. Os
bons proveitos são observáveis desde as primeiras práticas.
A
experiência lhe mostrará que esta massagem natural sobre o plexo
solar constitui remédio fisiológico de alto poder, agindo como um
descondicionamento de respostas somáticas (facilitadas)
às
emoções. Cura insônia e desmonta
a crise nervosa. Livra
o praticante de muitos de seus desagradáveis sintomas
psicossomáticos.
O mais
evidente é uma sensível predisposição para um relaxamento mais
profundo, mais fácil e mais frutífero. Quando sentir a grande
languidez (neurolepsia) deste exercício e quiser entrar em relax,
abandone os membros em queda livre, e eles se derramam para o chão,
caindo naturalmente em perfeita shavâsana
(postura
do cadáver).

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