Certa
vez, um homem aproximou-se de uma caverna e sentiu uma linda brisa
vindo dela. E quis encontrar a fonte dessa linda brisa. Ele era muito
gordo e a entrada da caverna era um pequeno buraco onde não
conseguiria entrar.
Ele
estava tão maravilhado com a brisa e sua fragrância, que só
pensava em encontrar a fonte dessa brisa. Então começou a jejuar,
perdeu peso, mas ainda assim não conseguia entrar. E abandonou tudo:
seu emprego, seu lar, sua família.
Seu
único pensamento era, "Tenho de encontrar a fonte dessa brisa
que possui tanta fragrância." Ele mal se alimentava. Estava
determinado a encontrar a fonte da brisa.
Finalmente
transformou-se num esqueleto e conseguiu passar metade de seu corpo
pelo buraco, mas ficou preso ali. Não conseguir entrar nem sair.
Então desistiu de seu objetivo e disse, "Fiz tudo que podia.
Não há mais nada que possa fazer." Então o Eu Divino o puxou
através do buraco e ele se tornou iluminado, auto-realizado.
Essa
história ilustra que, quando paramos de lutar, de tentar mudar as
coisas, de tentar fazer as coisas acontecerem e deixamos tudo fluir,
dependendo da Vontade Divina, da realidade absoluta, então o Eu
Divino nos puxa para si. Em outras palavras, você se torna
auto-realizado.
Mas
enquanto você depender de uma pessoa, lugar ou coisa, então
enfrentará suas batalhas sozinho. É por isso que a verdadeira
espiritualidade não é para todos. As pessoas ainda querem apegar-se
às coisas.
Enquanto
este mundo o fizer sentir-se bem ou mal, você é mundano e tem
batalhas a enfrentar. Mas quando o bem e o mal não o impressionar
mais, então estará livre.
Muitas
pessoas buscam a verdade apenas quando estão doentes, ou falidos, ou
loucos, ou desanimados. Mas se conseguem o que querem, esquecem sua
busca e saem para se divertir. Mas lembre-se que as coisas mudam como
sempre, e essas pessoas poderão deixar o corpo amanhã, ou na semana
que vem. Nunca se sabe. E novamente serão atraídas à reencarnação.

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