9.3.17

TIPOS DE SUICÍDIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS – Ramatis

Tomemos para exemplo aqueles que ingerem arsênico, ácido sulfúrico, potassa, formicida, que são violentos corrosivos que atacam as contrapartes etéricas do corpo carnal, pois já vos explicamos que todas as coisas, substâncias e seres possuem o que convencionamos chamar de "duplo-etérico".

Embora vos pareça absurdidade, os venenos também atacam e depredam terrivelmente a tessitura do perispírito do suicida, pois produzem nele lesões astrais que se prolongam pelas encarnações seguintes, causando incessante aflição e enfermidade no futuro corpo de carne.

O eterismo remanescente e destrutivo do corrosivo continua a circular pela fisiologia do perispírito do suicida ainda muito tempo depois de haver desencarnado.

Além do sofrimento dantesco que o suicida tem de suportar após a sua morte tresloucada - vivendo incessantemente todo o fenômeno de sua agonia final, que só se extingue quando também atinge o limite exato que lhe restava para viver fisicamente - ele não pode se furtar a efeitos daninhos e enfermidades que ainda se prolongarão vigorosamente pela encarnação seguinte.

A sensação permanente de "acidez etérica" circulante no perispírito permanece longo tempo atuando no espírito desencarnado, mesmo depois que já tenha ultrapassado o prazo em que deveria desencarnar naturalmente, na Terra, e que interrompeu pelo suicídio. O fenômeno é facilmente explicável, pois se trata da própria contraparte etérica, ou seja, do remanescente fluídico da substância material utilizada pelo suicida, que se dissemina e adere fortemente à delicada fisiologia astral do perispírito, nas regiões onde fisicamente também produziu maior dano.

Então a Lei Cármica providencia para que, através de outra encarnação, o tóxico etérico seja condensado pelo corpo carnal e depois drenado para a terra, quando o cadáver se desmantelar no sepulcro. Daí o fato de em posterior existência serem muitos ex-suicidas portadores de organismos enfermiços e lesados principalmente no sistema nervoso e circulatório, ou nos principais órgãos atingidos, como sejam a faringe, a laringe, o esôfago ou o estômago.

Inúmeros epilépticos, parkinsonianos, coréicos ou neuróticos, que não gozam harmonia no seu sistema nervoso são ex-suicidas, trânsfugas das vidas anteriores, vitimados pelos tóxicos e corrosivos que ingeriram um momento de loucura. Por isso ainda sofrem presentemente o efeito pernicioso do energismo etérico do veneno, que ainda se conserva na contextura do perispírito e perturba o seu ajuste harmonioso ao novo organismo carnal.

Se os suicidas em potencial, do vosso mundo, pudessem entrever, num segundo, o panorama e a situação pavorosa que os aguardam no Além, após a fuga covarde da vida humana, extinguir-se-ia neles definitivamente qualquer laivo de rebeldia ao sentido educativo da vida.

Aqueles que rompem o cérebro com a bala mortífera ou com qualquer objeto perfurante também deformam o seu duplo-etéreo astral, ou seja, o cérebro do perispírito, que é exata contraparte do organismo de carne. Quando, na encarnação seguinte, o perispírito tiver de aglutinar o novo conjunto de moléculas e as fibras neurocerebrais, para a formação de outro corpo de carne, nas regiões lesadas do perispírito essa aglutinação se processa na forma de calosidade, estenose ou deformações. As superposições dos átomos físicos se dificultam e perturbam a harmonia do pavilhão auricular e da região da glote, que são intimamente ligados e se ajustam para o equilíbrio sensato entre as faculdades de ouvir e falar.

São essas contrapartes etéricas que mais sofrem diante dos impactos arrasadores do suicídio que destrói a região cerebral, pois ficam perturbadas na sua aglutinação e se tornam incapazes de organizar a perfeita conexão molecular entre os órgãos auditivos e o aparelhamento de fonação necessários à nova existência carnal! E assim a criança vem à luz da vida física congenitamente surda e muda, em face do desarranjo existente no cérebro do seu perispírito, que não pôde harmonizar as células responsáveis por tais faculdades humanas.

Aqueles que se enforcam ou se afogam num momento de desespero também fotografam na memória etérica do seu perispírito, durante as vascas de sua agonia, todos os tremendos esgares, repuxos, aflições e sufocamentos, criando-se então os estigmas perispirituais deformativos, que são alimentados pela mente revoltada.

Em conseqüência, posteriormente esses infelizes podem renascer corcundas, gibosos, atrofiados e mesmo terrivelmente asfixiados pela asma brônquica, que os tortura, durante toda a existência.

Os que se suicidam através de quedas e se estatelam arrebentados sobre o solo, ou que se atiram sob as rodas dos veículos que lhes trituram as carnes, comumente tornam a se encarnar vitimados por cruciantes enfermidades, que se situam na patologia dos artritismos e reumatismos deformantes, sofrendo as dores dos ossos que estalam, nervos que se rompem e músculos que se rasgam. Alguns se arrastam penosamente como aleijados congênitos, com os corpos quebrados e os músculos torcidos.

Outros, que atearam fogo ao seu corpo e preferiram abandonar o mundo sob a destruição pelas chamas, quase sempre retornam ao meio de onde fugiram, reproduzindo em si mesmos a terrível forma patológica do pênfigo foliáceo, ou seja, a moléstia popularmente conhecida como "fogo selvagem".

Esses sofrem intermitentemente, na carne nova, as angústias e a causticidade da loucura suicida da existência física anterior quando, rebelando-se contra a Lei da Vida, se consumiram nas chamas ardentes. Atravessam a encarnação seguinte com a sensação atroz do combustível destruidor, que ainda parece queimar-lhes as carnes destruídas pela revolta contra a vida dada por Deus.

O punhal fatídico ou o tiro mortal que dilacera o coração do trânsfuga da vida humana deixa-lhe no perispírito a marca fatal e lesiva para a outra existência, criando-lhe o pesado fardo da incurável lesão cardíaca a torturá-lo incessantemente com a ameaça da morte.

O chacra cardíaco, como órgão intermediário do duplo-etérico, responsável pela diástole e sístole do coração físico, não se desenvolve a contento na zona cardíaca do perispírito violentado pelo suicídio da última existência. Então se vê obrigado a reduzir a sua função dinâmica costumeira, mantendo-se em débil rotação energética durante o comando do novo coração carnal do ex-suicida, atendendo-lhe apenas ao mínimo de vida exigível para as suas relações com o mundo exterior da matéria.


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