Lembro-me
de quando estava com Ramana Maharshi, eu costumava ficar à porta do
velho salão, observando as pessoas que iam ouvi-lo, vê-lo. Eu
estava interessado nas pessoas que iam vê-lo. E porque eu era um
ocidental, os ocidentais paravam e conversavam comigo.
Eram
muito engraçados. Eles
me perguntavam, “Rámana vai falar hoje? Sobre qual assunto ele vai
falar?” Certo
ocidental me perguntou, “Rámana fala como J. Krishnamurti?” Eu
apenas sorria e dizia, “Vá e ouça por si mesmo”. Então eles
entravam no salão e se sentavam, e Ramana ficava recostado em seu
sofá lendo um jornal, nada dizendo em absoluto. Ele olhava para
algumas pessoas, e então voltava a ler seu jornal.
E
aqueles ocidentais se sentiam insultados. Eles se levantavam e
partiam. Alguns
falavam, "Este é apenas um velho tonto. Nada tem a dizer."
E ele nada tinha a dizer. Estou dizendo isso porque muitos de vocês
pensam que têm de encontrar um sábio que lhes dê profundas
palestras. Ou lhes dê certas técnicas.
Sempre
se lembrem de que um sábio não é um yogue. Ele não ensina
práticas de meditação ou hatha yoga, raja yoga, ashtanga yoga. O
sábio nada faz em absoluto. O sábio é uma concha vazia. Uma
concha vazia que caminha, fala, vai ao banheiro, come, e a maioria
das pessoas não gosta de ver isso.
Elas
dizem, “Como esta pessoa pode ser um sábio? Ele age como nós.”
Como você quer que o sábio aja? O que você espera de um sábio?
Sua
expectativa é errônea. Não espere nada e consiga tudo. Apenas seja
você mesmo. Não
finja nada, não se imagine espiritual, seja você mesmo.
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