7.3.17

UM OCIDENTAL EM RAMANASRAMAM – Robert Adams


Lembro-me de quando estava com Ramana Maharshi, eu costumava ficar à porta do velho salão, observando as pessoas que iam ouvi-lo, vê-lo. Eu estava interessado nas pessoas que iam vê-lo. E porque eu era um ocidental, os ocidentais paravam e conversavam comigo.

Eram muito engraçados. Eles me perguntavam, “Rámana vai falar hoje? Sobre qual assunto ele vai falar?” Certo ocidental me perguntou, “Rámana fala como J. Krishnamurti?” Eu apenas sorria e dizia, “Vá e ouça por si mesmo”. Então eles entravam no salão e se sentavam, e Ramana ficava recostado em seu sofá lendo um jornal, nada dizendo em absoluto. Ele olhava para algumas pessoas, e então voltava a ler seu jornal.

E aqueles ocidentais se sentiam insultados. Eles se levantavam e partiam. Alguns falavam, "Este é apenas um velho tonto. Nada tem a dizer." E ele nada tinha a dizer. Estou dizendo isso porque muitos de vocês pensam que têm de encontrar um sábio que lhes dê profundas palestras. Ou lhes dê certas técnicas.

Sempre se lembrem de que um sábio não é um yogue. Ele não ensina práticas de meditação ou hatha yoga, raja yoga, ashtanga yoga. O sábio nada faz em absoluto. O sábio é uma concha vazia. Uma concha vazia que caminha, fala, vai ao banheiro, come, e a maioria das pessoas não gosta de ver isso.

Elas dizem, “Como esta pessoa pode ser um sábio? Ele age como nós.” Como você quer que o sábio aja? O que você espera de um sábio? Sua expectativa é errônea. Não espere nada e consiga tudo. Apenas seja você mesmo. Não finja nada, não se imagine espiritual, seja você mesmo.



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