Após praticar pranayama
moderada e suavemente, confortavelmente sentado ou deitado, o
estudante deve dirigir um pergunta à misteriosa escuridão que
envolve sua mente:
- Quem sou eu?
- Quem é este ser, que habita
dentro deste corpo?
Que o estudante dirija essas
perguntas a si próprio, lentamente, e com intensa concentração de
alma. Depois aguarde uns minutos, meditando silenciosamente e sem
esforço nessas perguntas.
A seguir, que faça um
silencioso e humilde pedido, uma meia-prece se o prefere, dirigido ao
Eu interno no próprio centro de seu ser, para que lhe revele sua
existência. As palavras deste pedido podem ser suas próprias, mas
têm de ser simples, breves e diretas. “Pedi e vos será dado”,
foi a indicação de Jesus a seus ouvintes.
Havendo feito o pedido ou
prece, que pare e aguarde confiantemente uma resposta, embora com
humildade. Humildade é o primeiro passo na senda secreta – e
também será o último. Porque, antes de a Divindade começar a
instruí-lo através de sua auto-revelação, o estudante tem de se
tornar instruível, isto é, humilde.
A instrução intelectual é
uma coisa admirável, mas o orgulho intelectual levanta uma forte
barreira entre ele e a vida superior que está sempre chamando por
ele, embora silenciosamente. Os intelectuais orgulhosos se sentam em
seus débeis pedestais e esperam ser adorados, quando existe a todo
tempo uma Divindade habitando nas profundezas de seus corações, e
que é a única digna de adorações.
Durante essa pausa, que se
segue à sua indagação silenciosa, ele deve suspender seus
pensamentos para poder adotar uma atitude de “escutar” uma
resposta. Depois de esperar uns dois minutos, ele pode repetir sua
indagação e depois parar de novo. Após mais outro período, pode
repetir pela terceira e última vez.
Então deve esperar com
paciência e expectativa, durante uma período de cerca de cinco
minutos, com seu corpo parado, sua respiração lenta e calma, e sua
mente serena. Este é o final de sua meditação.
A chave para uma correta
compreensão desta etapa está em lembrar que o que mais importa
agora é a reação subconsciente ao esforço consciente do
estudante. É como tocar a campainha de uma porta; agora o estudante
deve aguardar que o subconsciente apareça.
O estudante pode passar um
período em que não venha nenhuma resposta, em que apenas o “vazio”
reine supremo dentro de sua alma. Mas essa fase passará, é
importante a paciência. Devemos aguardar humildemente a revelação
do Infinito que está dentro de nós.
Daqui em diante, deve o
estudante atentar cuidadosamente para os primeiros sinais e indícios
confirmatórios de que ele está no caminho certo. Esses sinais são
mostrados pela alma, mas muitas vezes são mal interpretados ou
passam desapercebidos.
A voz do Super-Eu sopra num
sussurro discreto e temos de escutá-la atentamente se quisermos
ouvi-la. A resposta da intuição despertando tanto pode vir no
decorrer do primeiro exercício que se faça, como só depois de
semanas ou meses de prática diária.

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