Todos
os estudantes do oculto conhecem o fato de os homens poderem ser —
e são — muito influenciados pelo pensamento de outros. Isto dá-se
não só nos casos em que os pensamentos são dirigidos da
mentalidade de uma pessoa à outra, como também quando não há
especial direção ou intenção no pensamento emitido. As vibrações
do pensamento continuam a subsistir na atmosfera astral muito tempo
depois de haver passado o esforço que emitiu o pensamento.
A
atmosfera está carregada das vibrações de pensadores dos anos já
há muito passados, e possui bastante vitalidade para influenciar
aqueles cujas mentes estão prontas a recebê-las. E todos nós
atraímos vibrações do pensamento que correspondem em natureza aos
que estamos habituados a entreter. A lei da atração está em plena
operação e quem a estuda pode ver exemplos por todos os lados.
Atraímos
estas vibrações de pensamentos, mantendo e treinando pensamentos de
certa qualidade. Se cultivamos o hábito de pensar em alegria, bom
ânimo e otimismo, atraímos a nós idênticas vibrações de outros
e, em pouco tempo, notaremos que todas as espécies de pensamentos
alegres fluem de todos os lados às nossas mentes.
Igualmente,
se nutrimos pensamentos de tristeza, desespero, pessimismo,
abrimo-nos ao influxo de pensamentos semelhantes que emanaram das
mentes de outros. Pensamentos de cólera, ódio ou ciúme atraem
outros semelhantes que servem para alimentar a chama e perpetuar o
fogo destas emoções baixas. Pensamentos de amor tendem a atrair
outros pensamentos de amor, que nos saturam de um ardor de amorosa
emoção.
Não
só somos influenciados, assim, pelos pensamentos de outros, mas a
«sugestão» também toma uma parte importante nesta matéria de
influência subconsciente. Achamos que a mente tem a tendência de
reproduzir as emoções, o medo, as formas de pensamentos e os
sentimentos de outras pessoas, como se manifestam por sua atitude,
aparência, expressão da face, ou palavras. Se nos associamos às
pessoas de temperamento sombrio, corremos o perigo de sermos afetados
por elas, tornando-nos também tristes, devido à lei da sugestão,
se não conhecermos esta lei e não a contrariarmos. Do mesmo modo
achamos que a alegria é contagiosa e, quando estamos em companhia de
pessoas alegres, facilmente assumimos a sua qualidade mental.
A
mesma regra se aplica à frequência da companhia de pessoas que têm
ou não bom sucesso, conforme for o caso. Se permitimos à nossa
mente aceitar as sugestões que constantemente emanam dessas pessoas,
notaremos que ela reproduz os tons, as atitudes, as características,
as disposições e os traços das outras pessoas e, em pouco tempo,
viveremos no mesmo plano mental. Dissemos repetidas vezes que estas
coisas se dão quando deixamos a nossa mente «tomar» impressões;
quando, porém, sois conhecedor e senhor da lei da sugestão
compreendendo seus princípios e suas operações, não sois sujeitos
a deixar-vos influenciar.
Todos
nós temos notado o efeito de certas pessoas sobre outras, com que
viviam em contato. Alguns têm a faculdade de inspirar com vigor e
energia aqueles em cujo meio vivem. Outros fazem impressão
desagradável, deprimindo os que estão perto. Aqueles outros
produzem nos que estão em sua companhia um sentimento de
indisposição, devido a sua desconfiança, suspeita e baixeza.
Alguns irradiam uma atmosfera de saúde, ao passo que outros parecem
rodeados de uma aura de doença, ainda que a sua condição física
não pareça indicar falta de saúde. Os estados mentais impressionam
sutilmente; o estudante que quiser observar com atenção as pessoas
com quem vive em contato, receberá desta maneira uma educação
liberal.
Naturalmente,
há grande diferença no grau de sugestionabilidade entre diferentes
pessoas. Há alguns que são quase imunes, ao passo que outros são
tão constante e fortemente impressionados pelas sugestões alheias,
conscientes ou inconscientes, que é difícil dizer se têm qualquer
pensamento independente ou vontade própria. Quase todas as pessoas,
porém, são sugestionáveis, umas mais, outras menos.
Do
que dissemos, não se deve supor que todas as sugestões sejam «más»,
prejudiciais ou inconvenientes. Muitas sugestões são bem boas para
nós e nos ajudam muito quando vêm em tempo próprio. Contudo é bom
que a nossa mente examine essas sugestões, antes de lhes permitir
manifestarem-se na nossa mentalidade subconsciente. A decisão final
deve ser vossa e não de outrem, ainda que aceiteis sugestões
externas.
Conservai-vos
firmemente sobre a base da consciência do «Eu» e vereis como
tendes uma força admirável contra as sugestões adversas de outros.
Sede vosso próprio sugestionador — educai e influenciai vós mesmo
a vossa mente subconsciente e não lhe permitais tomar as sugestões
de outros. Desenvolvei o sentido da individualidade.
É
certo que a nossa atitude mental predominante se manifesta e objetiva
constantemente a nossa vida. Coisas, circunstâncias, pessoas,
planos, tudo parece que se adapta ao ideal geral da forte atitude
mental do homem. E nisto pode-se notar a operação da lei mental
segundo várias linhas de ação.
É
de suma importância para quem deseja ter sucesso em alguma empresa
segurar diante da sua vista mental uma clara imagem daquilo que
deseja. Ele deve fazer esta imagem e supor que segura o objeto do seu
desejo, até que este se torne quase real. Deste modo chama em seu
auxílio toda a sua força e faculdade mental, pelo caminho da
subconsciência e prepara, por assim dizer, uma limpa vereda que o
conduz à realização.
Neste
sentido, muitos escritores ocidentais deram testemunho do principio
yogue da manifestação do pensamento em ação. Kay escreveu: «Uma
ideia clara e exata do que desejamos fazer e como deve ser feito, é
de grande valor e importância em todos os afazeres da vida. A
conduta de um homem segue naturalmente as ideias da sua mente e nada
contribui mais para o êxito na vida do que um alto ideal que se tem
constantemente em vista. Onde há esse ideal o êxito é quase certo.
Numerosas circunstâncias inesperadas vêm colaborar para esse fim e
até o que, no princípio, parecia ser adverso, pode converter-se em
força auxiliadora; e o ideal, estando sempre presente diante da
nossa vista mental, estará sempre pronto a aproveitar qualquer
circunstância favorável que se apresente».
Este
principio do poder da imagem mental é fortemente gravado na mente do
discípulo ou chela, pelos mestres yogues. Eles ensinaram que, da
mesma forma como a casa é construída de acordo com o plano do
arquiteto, assim também a nossa vida se desenvolve de acordo com a
imagem mental predominante. A mente fixa-se em torno da imagem mental
ou da atitude predominante e, em seguida, procura no mundo exterior o
material necessário para executar o plano de construção.
Desta
maneira, forma-se não só o caráter do discípulo, mas até as
circunstâncias e os incidentes da sua vida seguem a mesma regra. É
verdade que alguns ocultistas usaram semelhante processo para servir
seus próprios fins pessoais e egoístas — muitas vezes até sem
ter pleno e exato conhecimento da força que empregavam — mas isto
só o corrobora o velho fato de que as forças da natureza podem ser
usadas para o bem e para o mal.

Nenhum comentário:
Postar um comentário