O
espírito, o sétimo princípio do homem, é a Chispa Divina — a
nossa mais preciosa herança do poder divino — um raio do sol
central — o Eu real. As palavras não o podem expressar. Nossas
mentes falham ao pretender alcançá-lo. É a alma da Alma.
Para
compreendê-lo, deveríamos compreender a Deus, porque o espírito é
uma gota no oceano do espírito — um grão de areia nas ribeiras do
infinito — uma partícula da Sagrada Chama. É aquele algo interno
que é a causa de nossa evolução através de penosas idades.
Ele foi
o primeiro em ser, e, não obstante, Ele será o último que
aparecerá numa plena consciência. Quando o homem chegar a uma
completa consciência do espírito, será tal o seu grau de elevação
que semelhante ser é inconcebível para o nosso intelecto.
Confinado
em muitas envolturas de matéria, ele tem esperado durante longas e
fadigosas idades por um débil reconhecimento, e se conforma em
esperar outras idades até a sua manifestação completa na
consciência. O homem ascenderá muitos graus na escala do seu
desenvolvimento — desde o homem até arcanjo — antes que o
espírito se manifeste completamente.
O
espírito é aquilo interno no homem que mais se aproxima do Centro —
é o mais próximo a Deus. É, apenas, em ocasionais e preciosos
momentos que conhecemos a existência do espírito em nós e, em tais
momentos, somos conscientes de estar perante a imponente presença do
desconhecido.
Esses
momentos podem chegar quando se está entregue a profundos
pensamentos religiosos — durante a leitura de um poema que contenha
preciosa mensagem de alma a alma — em alguma hora de aflição,
quando toda ajuda humana tem fracassado para nós e as palavras dos
homens só parecem galhofa — num momento quando tudo parece perdido
e sentimos a necessidade de uma palavra direta de algum ser mais
elevado do que nós mesmos.
Quando
esses momentos ocorrem, nos deixam uma paz que nunca mais nos
abandona inteiramente, ficando nós, depois, como seres
transformados. No instante da iluminação ou ao amanhecer da
consciência espiritual, também sentimos a presença real do
espírito. Nesses momentos chegamos a ser conscientes de nossa
relação e conexão com o Centro da Vida.
Por
intermédio do espírito, Deus mesmo se revela ao homem.
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