Após
uma bem sucedida prática de ioga, vós conseguireis esvaziar a mente de todas as
coisas, porque ioga é a criação do vácuo mental. Quando houverdes encontrado o
vácuo, então vos atereis a ele, mesmo ao tratardes de assuntos mundanos.
Mesmo
que um ator viva no palco o papel de outro personagem, em algum canto de sua
mente ele está sempre consciente de quem e o que ele é. Do mesmo modo tendes de
representar vosso papel na vida como o eu pessoal, mas no fundo de vossa
consciência lembrar-vos de quem e do que sois. Assim alcançais a paz.
No
mais íntimo de vosso ser fixai-vos neste estado vazio e deixai o ego pessoal
subsistir como algo que é apenas uma parte de vós. Recordai-vos sempre de que
ele não é a essência de vosso ser. Recordai-vos sempre disso, no fundo de vossa
mente.
Repousai
nesse vácuo interno, e o que quer que tiverdes de fazer, será feito do mesmo
modo. Mas será feito espontaneamente através de vós, e sem haver a crença de
que, como eu pessoal, sois o responsável por fazê-lo. É precisamente a corrente
vital que vos está impulsionando.
Se
tiverdes de matar um homem impessoalmente, como o faz um soldado defendendo sua
pátria, vós o fareis exatamente. Não será criado nenhum mau destino, porque
nenhum destino pode penetrar no vácuo. Tereis a paz perpétua, porque no vácuo
não há nada que vos perturbe.
Os
que encontram o Eu divino no fundo de sua mente saberão o que significa estar
internamente calmo e ao mesmo tempo externamente ativo no mundo, porém sem ser
do mundo. Não conheço bênção mais importante do que esta: o atingimento da
verdadeira felicidade.
O
vácuo dentro do divino átomo do coração é literalmente cheio de tranqüilidade,
de intensa paz. O limiar oculto do Super-Eu se revela pela extraordinária
quietude que a mente sente quando dele se aproxima durante a meditação.
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