A
aura é visível apenas para quem possui o poder psíquico altamente
desenvolvido. Alguns, possuindo uma visão inferior, só têm sido
capazes de ver algumas das mais grosseiras manifestações da
emanação que constitui a aura.
Cada
princípio do homem (espírito, mente espiritual, intelecto, mente
instintiva, prana, corpo astral e corpo físico) irradia energia que,
combinando-se, constitui o que é conhecido como aura humana. A aura
de cada princípio, se se afastasse ou fosse separada dos outros,
ocuparia o mesmo espaço que o ocupado pela aura de todos ou de algum
dos princípios. Era outras palavras: as várias auras dos diferentes
princípios se interpenetram
umas às outras, e sendo de diferentes estados de vibração, não
interferem umas com as outras.
A
forma mais grosseira da aura humana é, naturalmente, a que emana do
corpo físico. Algumas vezes denominam-na aura de saúde, pois é uma
indicação segura do estado de saúde física da pessoa de cujo
corpo irradiar. Como todas as outras formas da aura, estende-se do
corpo a uma distância de algumas polegadas. Do mesmo modo que todas
as outras formas da aura, é oval. A aura física é, praticamente,
incolor (ou, positivamente, quase de um branco azulado, parecido à
cor da água clara), mas possui um aspecto peculiar, não possuído
pelas outras manifestações da aura, posto que se apresenta à visão
psíquica como "estriada" por numerosas linhas finas, que
se estendem como crina eriçada do corpo para fora. Em saúde e
vitalidade, essas crinas saem retas, enquanto
que, em casos de saúde imperfeita ou pobreza de vitalidade, caem
como cabelo flexível de um animal. Este fenômeno é ocasionado pela
corrente de Prana que vigoriza o corpo com maior ou menor
intensidade; o corpo está sadio quando tem uma provisão normal de
Prana, enquanto que o corpo fraco ou doente sofre pela quantidade
insuficiente do mesmo Prana. Essa aura física é visível para
muitos que só têm um grau muito
limitado de visão psíquica. As partículas desprendidas da aura
física permanecem no ponto ou lugar onde a pessoa esteve; e os cães
e outros animais que possuem certo sentido fortemente desenvolvido,
têm a faculdade de seguir o cheiro ou as pegadas da pessoa ou animal
da qual estão na pista.
A
aura que emana do segundo princípio ou corpo astral é como o
princípio mesmo, de cor e aparência vaporosa, tendo alguma
semelhança com o vapor antes de dissolver-se e desaparecer de nossa
vista. Aqueles de nossos leitores que alguma vez tenham visto uma
forma astral ou o que comumente se chama um fantasma — de alto ou
baixo grau — relembrarão, provavelmente, de ter visto uma nebulosa
de forma ovóide, vaporosa, rodeando a figura mais visível da forma
astral. Essa débil e vaporosa nuvem oval era a aura astral.
A
aura do terceiro princípio, ou Prana, é difícil de descrever,
exceto para aqueles que já viram os raios X. Vê-se algo como uma
nuvem vaporosa de cor e aparência de uma chispa elétrica. De fato,
todas as manifestações de Prana se parecem à luz ou chispas
elétricas. Prana tem um colorido suavemente rosado, quando está no
corpo ou próximo dele, mas perde este aspecto desde que se aparta
algumas polegadas do corpo. Essa aura prânica é extraída,
algumas vezes, de uma pessoa forte e sã, por uma débil que carece
de vitalidade e, então, extrai daquela o que lhe é necessário.
Nestes casos a pessoa que é despojada sem seu consentimento,
experimentará uma sensação de languidez e lassidão, depois de
haver estado em companhia da pessoa que absorveu uma parte de sua
vitalidade.
A
aura é vista pelo observador psíquico como uma nuvem luminosa,
quase oval, na forma, estendendo-se de dois a três pés (60 a 90 cm)
em todas as direções do corpo. Não
termina de maneira abruta, mas sim, desvanece-se gradualmente até
que de todo desaparece. Suas cores são originadas por certos estados
mentais da pessoa circundada pela aura. Cada pensamento, emoção ou
sentimento manifesta-se por um certo matiz ou combinação de cores.
O psíquico desenvolvido pode ler os pensamentos de uma pessoa como
se fossem as páginas de um livro aberto: basta que ele compreenda a
linguagem das cores áuricas — linguagem que, naturalmente, todos
os ocultistas desenvolvidos conhecem.
CORES
ÁURICAS E SEU SIGNIFICADO
-
Preto, representa ódio, malícia, vingança e sentimentos
semelhantes.
-
Pardo, de um matiz mais brilhante, representa egoísmo.
-
Pardo-cinzento, de um matiz peculiar (quase como o de um cadáver),
representa temor e terror.
-
Pardo, de um matiz escuro, representa depressão e melancolia.
-
Verde, de um matiz sujo, representa ciúmes. Se há muita ira de
envolta com os ciúmes, aparecerão chamas encarnadas sobre um fundo
verde.
-
Verde, de um matiz quase cor de ardósia, representa falsidade baixa.
-
Verde, de um matiz brilhante peculiar, representa tolerância para as
opiniões e crenças de outros; fácil adaptação às mudanças de
condições, adaptabilidade, tato, etc.
-
Encarnado de matiz semelhante ao das chamas que, misturadas com a
fumaça, saem de um orifício, ardendo, representa sensualidade e
paixões animais.
-
Encarnado, visto em formas de labaredas de um vermelho brilhante,
parecidas, em seu aspecto, ao resplendor de um relâmpago, indica
cólera.
-
Carmesim, representa amor, variando em matiz de acordo com o caráter
da paixão. Um amor sensual e grosseiro será de um carmesim escuro e
opaco, enquanto que, combinado com sentimentos elevados, aparecerá
em tons mais luminosos e mais agradáveis. Uma forma muito mais
elevada de amor apresentará uma cor quase aproximada a um formoso
cor-de-rosa.
-
Moreno, de uma coloração avermelhada, representa avareza e
voracidade.
-
Alaranjado, de um tom brilhante, representa orgulho e ambição.
-
Amarelo, em seus variados matizes, representa poder intelectual. Se o
intelecto se satisfaz com coisas de ordem inferior, o seu matiz é de
um amarelo escuro e sombrio; e conforme vai elevando-se a níveis
mais altos, a cor se torna mais brilhante
e mais clara; um formoso amarelo dourado significa uma grande
aquisição intelectual; amplo e brilhante raciocínio, etc.
-
Azul de um matiz escuro, representa pensamentos, emoções e
sentimentos religiosos. Esta cor varia em claridade, conforme o grau
de altruísmo manifestado na concepção religiosa.
-
Azul-Claro, de um matiz luminoso e puro, representa espiritualidade.
Alguns dos graus mais elevados de espiritualidade observados na
humanidade ordinária, mostram-se neste matiz azul cheios de
brilhantes pontos luminosos, chispantes e titilantes, como estrelas
numa clara noite de inverno.
Outro
fato notável para aqueles que não têm pensado no assunto, é que a
cor ultravioleta, na aura, é indício de desenvolvimento psíquico,
empregado num plano elevado e altruísta, enquanto que a cor
infravermelha, vista na aura humana, indica que a pessoa possui
desenvolvimento psíquico, porém que o emprega para propósitos
egoístas e indignos — magia negra, em realidade.
Além das duas cores acima mencionadas, há outra que também é
invisível à visão
comum — o verdadeiro amarelo primário — o qual é indicador da
iluminação espiritual e que é percebido debilmente ao redor da
cabeça daqueles que são espiritualmente grandes. A cor que nos
ensina como característica do sétimo princípio
— o espírito — se diz ser de pura luz branca — de um brilho
especial — igual à qual jamais foi vista por humanos olhos.
A
aura que emana da mente instintiva é constituída, principalmente,
dos matizes muito sombrios e escuros.
Convém
fazer notar, aqui, que ainda quando a mente esteja sossegada, pairam
sobre a aura matizes que revelam as tendências predominantes do
homem, de modo que o seu grau de progresso e desenvolvimento, como
também seus gostos e outras qualidades de sua personalidade, podem
ser facilmente distinguidos. Quando a mente é agitada por uma paixão
forte, sentimento ou emoção, a aura inteira parece ser colorida
pelo matiz ou matizes particulares que representam esses estados. Por
exemplo, um violento acesso de cólera faz que toda a aura mostre
brilhantes raios vermelhos sobre um fundo negro, que quase eclipsam
as outras cores. Esse estado dura mais ou menos tempo, de acordo com
a violência da paixão.
Uma
forte onda de amor, ao passar pela mente, fará que a aura inteira
manifeste o carmesim, dependendo o matiz do caráter da paixão. Da
mesma forma, uma exaltação de sentimento religioso dará à aura
inteira um tom azul, como se explicou na tábua das cores.
Vereis,
pelo que temos dito, que há dois aspectos para a condição da cor
da aura: o primeiro depende dos pensamentos que habitualmente
predominam e se manifestam na mente da pessoa, e o segundo depende do
sentimento, emoção ou paixão particular ao manifestar-se num
momento. A cor passageira desaparece quando o sentimento se extingue,
ainda que um sentimento, paixão ou emoção, repetidamente
manifestado, se revela com o tempo na cor áurica habitual.
A cor normal manifestada na aura, sem dúvida muda gradualmente de
tempo em tempo, à proporção que o caráter da pessoa melhora ou se
modifica. As cores habituais indicam o caráter geral da pessoa; as
cores passageiras mostram o sentimento, a emoção, a paixão que a
dominam nesse momento particular.
O
homem que tem o intelecto bem desenvolvido, apresenta uma aura
inundada com um formoso amarelo dourado, pertencente à
intelectualidade. Quando o intelecto do homem tem absorvido a idéia
da espiritualidade e se dedica à aquisição de poder,
desenvolvimento e progresso espirituais, esse amarelo mostrará no contorno
dos seus bordos um azul-claro de um matiz particularmente puro.
A
aura que emana da mente espiritual ou sexto princípio é da cor do
verdadeiro amarelo primário, que é invisível à vista ordinária e
não pode ser reproduzido artificialmente pelo homem. Concentra-se ao
redor da cabeça do homem espiritualmente
iluminado e algumas vezes produz um fulgor particular, que pode ser
visto até por pessoas de pequeno desenvolvimento.
A
auréola que aparece nos quadros dos grandes instrutores espirituais
da raça é o resultado de uma tradição nascida de um fato
experimentado pelos primitivos discípulos desses mestres. O halo ou
a glória vistos nos quadros, têm a sua origem no mesmo fato. Quando
outra vez contemplarmos o assombroso quadro de Hoffmann, "Gethsemani",
experimentaremos uma nova compreensão do fulgor místico que rodeia
a cabeça do Grande Mestre espiritual.
Da
aura do sétimo princípio, o espírito, muito pouco podemos dizer, e
este pouco chegou até nós por tradição. Foi nos dito que é
constituído de uma luz de "branco puro", alguma coisa
desconhecida para a ciência humana.
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