Nos
graus inferiores da escala angélica estão os espíritos menores da
natureza, duendes e gnomos, associados com o elemento terra; fadas e
silfos com o do ar; ondinas e nereidas com o da água; e salamandras
com o do fogo. Acima deles, como já exposto,
estão os anjos e Arcanjos, em uma escala ascendente de estatura evolucionária,
até atingir os Sete Poderosos Espíritos ante o Trono.
Incontáveis
em seu número, inumeráveis em suas Ordens e graus, os Deuses
habitam os mundos super-físicos, cada Ordem executando sua tarefa
particular, cada qual possuindo poderes específicos e apresentando
uma aparência característica. O conjunto constitui uma linha de
seres em evolução, no presente seguindo uma senda evolucionária
paralela à do homem, e que com ele usa este planeta e Sistema Solar
como um campo de atividade e desenvolvimento.
A
APARÊNCIA DOS DEUSES MAIORES E MENORES
A forma angélica se fundamenta no mesmo Arquétipo ou "ideia"
divina que a do homem. Os contornos, entretanto, são menos
claramente definidos, os corpos menos substanciais, sugerindo mais
forças fluindo do que formas sólidas. Os próprios anjos diferem na
aparência segundo a Ordem a que pertencem, as funções que exercem,
e o nível de evolução em que se encontram.
Duendes,
elfos e gnomos aparecem nos países ocidentais, muitos como o são
descritos no folclore. Em alguns países do Oriente, da América
Central e do Sul, suas
formas são mais arcaicas, e mesmo grotescas. Ondinas ou nereidas,
associadas ao elemento água, assemelham-se a lindas e geralmente
despidas figuras femininas, sendo a feminilidade sugerida pelo
arredondamento das formas, pois, tanto quanto pude constatar, no
Reino dos Deuses há diferenciação de polaridade e não de sexo.
Variando
em altura, desde umas poucas polegadas até dois ou três pés, as
ondinas são vistas brincando nos borrifos das quedas d’água,
recostando-se nas profundezas de imensos poços ou flutuando
velozmente na superfície de rios e lagos. Fadas e silfos associados
ao elemento do ar geralmente aparecem à visão clarividente como os
representados em contos de fadas. Assemelham-se a lindas virgens com
asas vivamente coloridas, só usadas em revoadas, pois estes seres
flutuam rápida ou vagarosamente, à vontade, com suas formas rosadas
e brilhantes, parcialmente veladas pelas suas "vestes"
diáfanas, construídas de força.
Salamandras,
associadas com o elemento fogo aparecem como se construídas de
chama, a forma, continuamente mutável, mas sugestiva da forma
humana, os olhos faiscantes de ígneo poder. O queixo e as orelhas
são agudamente pontudos e o "cabelo" freqüentemente
corre da cabeça para trás, parecendo línguas de fogo, enquanto as
salamandras mergulham profundamente nas chamas de fogo físico ou
atravessam-nas voando.
A
MORADA DOS DEUSES
Os
Deuses conhecem o sol, físico e super-físico, como sendo o coração
e fonte de toda a força e vida dentro do Sistema Solar. Deste
coração, as energias vitalizadoras, que são o "sangue"
vital do "corpo" solar e planetário do Logos, fluem
e refluem continuamente. Ao manifestar o universo, Ele, o Logos
Solar, "expira" Sua força criadora, que flui para
todos os confins de Seu sistema, causando o aparecimento do universo
material. Ao fim do Dia criador, Ele "aspira", Sua
força é retirada, e o universo material desaparece, reabsorvido
NAQUELE do qual tudo proveio. Estas expirações e aspirações da
vida e energia solares são rítmicas.
O "Verbo" criador ou o acorde do Sistema Solar
consiste de inumeráveis freqüências, de diferenças de medidas
vibratórias produzindo diferenças de substância e forma. A grande
raça dos Deuses vive e evolui dentro deste universo de forças em
fluxo e refluxo.
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