6.1.13

OS DEVAS NA NATUREZA - Geoffrey Hodson


Nos graus inferiores da escala angélica estão os espíritos menores da natureza, duendes e gnomos, associados com o elemento terra; fadas e silfos com o do ar; ondinas e nereidas com o da água; e salamandras com o do fogo. Acima deles, como já exposto, estão os anjos e Arcanjos, em uma escala ascendente de estatura evolucionária, até atingir os Sete Poderosos Espíritos ante o Trono.
Incontáveis em seu número, inumeráveis em suas Ordens e graus, os Deuses habitam os mundos super-físicos, cada Ordem executando sua tarefa particular, cada qual possuindo poderes específicos e apresentando uma aparência característica. O conjunto constitui uma linha de seres em evolução, no presente seguindo uma senda evolucionária paralela à do homem, e que com ele usa este planeta e Sistema Solar como um campo de atividade e desenvolvimento.

A APARÊNCIA DOS DEUSES MAIORES E MENORES
A forma angélica se fundamenta no mesmo Arquétipo ou "ideia" divina que a do homem. Os contornos, entretanto, são menos claramente definidos, os corpos menos substanciais, sugerindo mais forças fluindo do que formas sólidas. Os próprios anjos diferem na aparência segundo a Ordem a que pertencem, as funções que exercem, e o nível de evolução em que se encontram.

Duendes, elfos e gnomos aparecem nos países ocidentais, muitos como o são descritos no folclore. Em alguns países do Oriente, da América Central e do Sul, suas formas são mais arcaicas, e mesmo grotescas. Ondinas ou nereidas, associadas ao elemento água, assemelham-se a lindas e geralmente despidas figuras femininas, sendo a feminilidade sugerida pelo arredondamento das formas, pois, tanto quanto pude constatar, no Reino dos Deuses há diferenciação de polaridade e não de sexo.

Variando em altura, desde umas poucas polegadas até dois ou três pés, as ondinas são vistas brincando nos borrifos das quedas d’água, recostando-se nas profundezas de imensos poços ou flutuando velozmente na superfície de rios e lagos. Fadas e silfos associados ao elemento do ar geralmente aparecem à visão clarividente como os representados em contos de fadas. Assemelham-se a lindas virgens com asas vivamente coloridas, só usadas em revoadas, pois estes seres flutuam rápida ou vagarosamente, à vontade, com suas formas rosadas e brilhantes, parcialmente veladas pelas suas "vestes" diáfanas, construídas de força.

Salamandras, associadas com o elemento fogo aparecem como se construídas de chama, a forma, continuamente mutável, mas sugestiva da forma humana, os olhos faiscantes de ígneo poder. O queixo e as orelhas são agudamente pontudos e o "cabelo" freqüentemente corre da cabeça para trás, parecendo línguas de fogo, enquanto as salamandras mergulham profundamente nas chamas de fogo físico ou atravessam-nas voando.

A MORADA DOS DEUSES

Os Deuses conhecem o sol, físico e super-físico, como sendo o coração e fonte de toda a força e vida dentro do Sistema Solar. Deste coração, as energias vitalizadoras, que são o "sangue" vital do "corpo" solar e planetário do Logos, fluem e refluem continuamente. Ao manifestar o universo, Ele, o Logos Solar, "expira" Sua força criadora, que flui para todos os confins de Seu sistema, causando o aparecimento do universo material. Ao fim do Dia criador, Ele "aspira", Sua força é retirada, e o universo material desaparece, reabsorvido NAQUELE do qual tudo proveio. Estas expirações e aspirações da vida e energia solares são rítmicas.

O "Verbo" criador ou o acorde do Sistema Solar consiste de inumeráveis freqüências, de diferenças de medidas vibratórias produzindo diferenças de substância e forma. A grande raça dos Deuses vive e evolui dentro deste universo de forças em fluxo e refluxo.



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