17.12.12

AS FADAS E OS SERES HUMANOS - G. Hodson


  • A maioria dos espíritos da natureza não gosta dos homens, e os evita – o que não é de estranhar. Para eles, o homem parece um demônio destruidor, que tudo devasta e espolia, onde quer que vá. Ele mata sem necessidade, muitas vezes com requintes de torturas, todas as lindas criaturas que aqueles espíritos se comprazem em contemplar; decepa as árvores, pisa a relva, arranca as flores, e as joga de lado, sem o mínimo cuidado, até morrerem; substitui toda a vida silvestre da natureza, com seus encantos, por horríveis tijolos e argamassa, e a fragrância das flores pelos vapores mefíticos das fumaças químicas de suas fábricas, que tudo poluem. Podemos nós estranhar que as fadas nos vejam com horror, e de nós fujam do mesmo modo como fugimos de um réptil venenoso?

  • Além disso, nossas vestes e emanações lhes são detestáveis; alguns de nós envenenamos o ar com os vapores repugnantes do álcool e do fumo; nossos desejos e paixões estabelecem um constante fluxo de correntes astrais, que as perturbam e incomodam, produzindo-lhes o mesmo sentimento de mal-estar que experimentamos quando é despejado um balde de água suja sobre nós.



  • As fadas não são anjos puros, mas sim crianças felizes e sobretudo de boa índole. Podemos estranhar sua atitude, quando assim ultrajamos seus melhores sentimentos? Podemos admirar-nos de que nos detestem, desconfiem de nós e nos evitem?

Nenhum comentário:

Postar um comentário