- Quando Kundalini dorme, o homem está desperto para este mundo. Quando Ela desperta, ele dorme, isto é, perde a consciência do mundo e penetra em seu corpo causal. Para o Yoga, ele transcendeu até a consciência sem formas.
- Aquele que tenha firme fé nos livros sagrados, que tenha reta conduta, que está constantemente a serviço de seu guru, e se acha livre da inveja, ódio e vaidade, logo cruzará o oceano da existência e obterá o samadhi.
- Nem todos são competentes para a prática do Kundalini Yoga, apenas muito poucos estão em condições de realizá-la. Devemos, nesta ou em outra vida, ter passado através de Karma, ou serviço aos semelhantes, sem desejar o fruto das ações. A maioria deve buscar seu progresso através do serviço inegoísta ou da devoção.
- Uma prática solitária e inadequada de Kundalini Yoga pode conduzir, não só à enfermidade, como também à morte.
- A Sakti estática, na base da coluna, ao ser afetada por pranayama e outros processos yóguicos, se converte em dinâmica. Então Kundalini sobe através da espinha dorsal para unir-se a Shiva, no topo da cabeça (Sahasrara).
- Goraknath pediu a seus discípulos que subissem numa árvore e se lançassem de cabeça sobre um agudo tridente. Muitos estudantes incrédulos permaneceram quietos. Mas um deles, que tinha fé, subiu na árvore rapidamente e se lançou de imediato, sendo protegido pelas mãos invisíveis de Goraknath. Esse estudante alcançou naquele instante a realização do Eu.
- Quando a Kundalini é despertada, aparecem no caminho múltiplas tentações, e se o praticante carece de pureza, não possuirá força suficiente para resistir a elas.
- A Kundalini pode ser despertada da seguinte forma: os Hatha Yoguis o fazem com a prática de pranayama, asanas e mudras; os Raja Yoguis mediante a concentração da mente; os Bhaktas pela devoção e entrega total; os Jnanis mediante o processo analítico da vontade; os tântricos, mediante mantras.
- Os sinais que mostram o despertar da Kundalini são: liberação da ira, do desejo, da cobiça, do apego, equilíbrio mental, amor cósmico, visão astral, intrepidez.VIDAS DE GRANDES YOGUES
- SADASIVA BRAHMAN: viveu no início do século XIX. Certa vez se achava em samadhi às margens de um rio, e com a cheia deste, ele foi totalmente coberto com o barro das águas. Nesse estado permaneceu durante meses sepultado. Um dia, os agricultores que se achavam lavrando a terra, feriram sua cabeça e brotou sangue do ferimento. Os agricultores ficaram assombrados e decidiram cavar a terra em torno do yogue. Sadasiva se levantou impávido, afastando-se. Numa outra ocasião alguns arruaceiros o atacaram com paus com a intenção de lhe golpear. Mas ao levantar as mãos, perceberam que não podiam movê-las, ficando ali paralisados como estátuas. Em outra ocasião, entrou inconsciente em êxtase na tenda de um chefe tribal, e este enfurecido cortou-lhe a mão com uma espada. Sadasiva se retirou com um sorriso nos lábios. O chefe, percebendo que se tratava de um grande sábio, pegou a mão cortada e partiu à procura de Sadasiva. Encontrando-o disse: 'Oh meu senhor, imploro-te perdão!' Sadasiva tocou simplesmente a parte cortada com sua outra mão e apareceu uma nova. Sadasiva o perdoou.
TRILINGA
SWAMI: sua vida se prolongou por 280 anos. Sri Ramakrishna o viu em
Benares, por volta de 1875. Tinha o hábito de viver sob as águas
do Ganges durante seis meses sem interrupção e a dormir no templo
de Viswanath colocando seus pés sobre o Siva Linga. Numa ocasião
tirou a espada do governador e a jogou no Ganges. Como o governador
reclamava a devolução de sua espada, Trilinga entrou na água,
voltando com duas espadas exatamente iguais, com grande assombro do
governador, que não podia reconhecer qual era a sua. Como andava
nu, a polícia frequentemente o prendia, mas as grades não podiam
contê-lo, e o swami logo depois era visto andando livremente sobre
os telhados das casas de Benares (Varanasi).

Nenhum comentário:
Postar um comentário