Quando vichara continua automaticamente, resulta
em desprezo por riqueza, fama, conforto, prazer, etc. O pensamento “eu” se torna
mais claro para exame. A fonte do ‘eu’ é o Coração – a meta final. Se,
entretanto, o aspirante não tem o temperamento adequado à Vichara Marga (ao
método analítico introspectivo), ele deve desenvolver devoção a um ideal – que
pode ser Deus, o mestre, a humanidade em geral, as leis éticas, ou mesmo a
idéia de beleza.
Na ausência de investigação e devoção, o pranayama
natural e sedativo pode ser tentado. Isto é conhecido como Yoga Marga.
Se a vida está em perigo, toda a atenção se centra ao redor de um ponto, salvar
a vida. Se a respiração é controlada, a mente não pode agarrar-se a seus
brinquedos favoritos – os objetos externos. Assim a mente descansa enquanto a
respiração é controlada. Toda a atenção estando voltada à respiração ou sua
regulação, as outras atrações se vão. Nas
paixões, a respiração se torna irregular, enquanto que na calma e felicidade a
respiração é lenta e regular. Um acesso de alegria é na verdade tão doloroso
como um de dor, e ambos são acompanhados por respiração agitada. Paz verdadeira
é felicidade.

Se um aspirante não tiver um temperamento inclinado
para a investigação ou devoção, ou (devido à idade) ao yoga, ele deve
tentar Karma Marga (fazer boas ações,
como por exemplo, serviço social). Seus instintos mais nobres se sobressaem e
ele consegue prazer impessoal. Seu ser menor fica menos agressivo e tem uma
chance de expandir seu lado bom.
A alma permanece no Coração no sono profundo, e no
cérebro no estado desperto. O Coração é usado nos Vedas e nas escrituras para
denotar o lugar onde a noção do ‘eu’ surge.
Pergunta: Pode alguém se beneficiar ao repetir mantras selecionados ao acaso?
M.: Não. Ele deve ser competente e iniciado em tais mantras.
M.: Continue praticando. Tua concentração será tão fácil quanto respirar.

Pranayama pode ser interno ou externo. O interno é como segue:
Naham chinta (a idéia eu-não-sou-o-corpo) é exalação.
Koham (quem sou eu?) é inalação.
Soham (eu sou Ele) é retenção.
O externo é para quem não consegue controlar a mente.
Atman está no coração e é o proprio Coração. A
manifestação é no cérebro. A passagem do coração para o cérebro pode ser
considerada como pelo sushumna ou um nervo com qualquer outro nome. Os
Upanishads dizem atma nadi. Os yogis dizem que a corrente que sobe para
o sahasrara termina ali. Esta experiência não é completa. Para jnana, eles devem vir ao Coração. Hridaya
(Coração) é o alfa e o ômega.
Dizem que Deus existe; o homem deve adorar e
meditar; no final a alma se funde em Deus. Outros dizem que o Ser Supremo e a
alma estão sempre separados e nunca se unem. O que quer que seja no final, não
nos preocupemos sobre isso agora. Todos concordam que a alma É. Que o homem
encontre a alma, isto é, seu Eu. Então haverá tempo para descobrir se o Eu
deve fundir-se no Supremo, é uma parte dele, ou permanence separado dele. Não
vamos antecipar a conclusão. Mantenha uma mente aberta, mergulhe no interior e
encontre o Eu.
De todos os japas, ‘Quem sou eu?’ é o melhor.
Não há investigação dentro do Atman. A investigação
pode ser apenas dentro do não-ser. Apenas a eliminação do não-ser é possível. O
Ser sendo sempre autoevidente brilhará por si mesmo.
Os Upanishads e as escrituras dizem que os seres
humanos são apenas animais, a menos que sejam seres realizados. Possivelmente
são piores ainda.
A ação feita sem egoísmo purifica a mente e ajuda a
fixá-la na meditação.
D.: Onde devo meditar no Atman? Quero
dizer em qual parte do corpo?M.: O Eu deve manifestar a si mesmo. Isto é tudo que é necessário.
Um devoto gentilmente acrescentou: Do lado direito do peito, há o Coração, o assento do Atman.
Um outro devoto: A iluminação está naquele centro quando o Eu é realizado.
M.: Exatamente isso.
O Infinito Todo torna-se consciente de si mesmo
como ‘Eu’. Este é o nome original. Todo outro nome, como OM, aparece depois. Liberação
é apenas permanecer consciente do Eu.
M.: A verdade última é tão simples.
Não é nada mais que estar no estado primitivo. Isto é tudo que é necessário ser
dito. Mesmo assim, é impressionante que para ensinar esta Verdade simples devam
existir tantas religiões, credos, métodos e disputas entre elas e assim por
diante! Que pena! Que pena!
Bhagavan
explicou: O Eu é o Coração. O Coração é autoluminoso. A luz surge do
Coração e alcança o cérebro, que é o assento da mente. O mundo é visto com a
mente, isto é, pela luz refletida do Eu. Ele é percebido com a ajuda da mente.
Quando a mente é iluminada, fica consciente do mundo. Quando não está assim
iluminada, não é consciente do mundo. Se a mente se volta para a fonte da luz,
o conhecimento objetivo cessa e o Eu brilha sozinho como o Coração. A lua
brilha pela luz refletida do sol. Quando o sol se põe, a lua é útil para
mostrar os objetos. Quando o sol nasce, ninguém precisa da lua, embora seu pálido
disco seja visível no céu. Assim é com a mente e o Coração. A mente é útil por
causa de sua luz refletida. É usada para ver objetos. Quando se volta para
dentro, a fonte da luz brilha por si mesma, e a mente fica escura e inútil como
a lua durante o dia.
Japa ainda que apenas uma vez feito tem
seu próprio bom efeito, quer o indivíduo esteja consciente ou não.
O sr. Wright perguntou: Como posso realizar a Deus?
M.: Deus é uma entidade desconhecida.
Além disso Ele é externo. Ao passo que o Eu está sempre com você e é você. Por
que você deixa o que está dentro e busca o que é externo?
‘Eu sou’ é o nome de Deus.
Quando se diz que o Coração é uma cavidade,
penetrar nele prova que ele é uma expansão de luz.
Os métodos parecem fáceis, de acordo com a natureza
do indivíduo. Depende do que ele praticou antes.
M.: Você está praticando pranayama. Pranayama
mecânico não leva à meta. É apenas uma ajuda. Enquanto o fizer mecanicamente,
cuide de estar alerta mentalmente e lembrar o pensamento do ‘eu’ e procurar sua
fonte. Então você verá que onde a respiração se afunda, ali o pensamento do
‘eu’ aparece. Eles mergulham e surgem juntos. Simultaneamente, outro luminoso e
infinito ‘Eu-Eu’ se manifestará, que será contínuo e sem quebras. Esta é a
meta. Ela tem diferentes nomes – Deus, Eu,
Kundalini Sakti, Consciência, Yoga, Bhakti, Jnana, etc.
Maharshi observou: Livre-arbítrio e destino
existem sempre. Destino é o resultado da ação passada; refere-se ao corpo. Deixe
o corpo agir como lhe convém. Por que você se preocupa com isto? Por que dá
atenção a isto? Livre-arbítrio e destino duram enquanto o corpo durar. Mas a
sabedoria (jnana) transcende ambos. O Eu está além do conhecimento e
ignorância. Se algo acontece, é devido ao resultado das ações passadas de
alguém, pela vontade divina ou outros fatores.
D.: Não entendo. O ‘eu’, você diz, é o
‘eu’ errado. Como eliminar este ‘eu’ errado?
M.: Você não precisa eliminar o ‘eu’ errado. Como
pode o ‘eu’ eliminar a si mesmo? Tudo que você tem a fazer é encontrar sua
origem e permanecer ali. Seus esforços só podem ir até aí. Então o que está
Além vai cuidar de tudo. Você não pode fazer nada ali. Nenhum esforço pode
alcançá-lo.
Mr. Bose: Uma forma significa dualidade. Isso é
bom?
M.: A alguém que questiona assim é melhor seguir o
caminho da investigação. A forma não é para ele.
Rishikesh
Pratique um pouco de pranayama e a mente será
purificada. Ela não mergulha agora no coração porque as tendências latentes são
obstáculos. Elas são removidas por pranayama e associação com o sábio. Na
verdade a mente está sempre no Coração. Mas ela é irrequieta e perambula devido
às tendências latentes. Quando as tendências se tornam não-efetivas, ela ficará
em paz. Com pranayama a mente estará apenas temporariamente quieta, porque as
tendências ainda existem. Se a mente é transformada no Eu, ela não causará mais
problema. Isto é feito pela meditação.
Sri Bhagavan disse que o minúsculo buraco no
Coração permanece sempre fechado, mas é aberto pela vichara, resultando que
a consciência do ‘eu-eu’ brilhará.
A investigação deve ser feita de onde o ‘eu’ está.
‘Eu’ é o nome do Atman.
Pense ‘eu’, ‘eu’, ‘eu’ e mantenha esse pensamento
excluindo todos os outros.
O sentimento ‘eu trabalho’ é o obstáculo. Pergunte
‘quem trabalha?’ Lembre ‘quem sou eu?’ O trabalho não vinculará você. Ele
seguirá automaticamente. Não se esforce
para trabalhar ou renunciar ao trabalho. Seu esforço é o cativeiro. O que está
destinado a acontecer acontecerá. Se você estiver destinado a parar de
trabalhar, o trabalho não poderá ser feito mesmo que você procurar por ele. Se
você estiver destinado a trabalhar, não poderá deixá-lo; será forçado a se
engajar nele. Assim deixe ao Poder Superior. Você não pode renunciar ou manter o
trabalho como escolher.
O Coração não é físico. Meditação não deve ser
sobre o lado direito ou esquerdo. Meditação deve ser no Atman. Todos conhecem o
‘eu sou’. Quem é o ‘eu’? Ele não está nem dentro nem fora, nem à direita ou à
esquerda. ‘Eu sou’ – isto é tudo. O Coração é o centro do qual tudo surge.
Porque você vê o mundo, o corpo e assim por diante, se diz que há um centro
para estes, que é chamado o Coração. Quando você está no Coração, o Coração é
conhecido como nem estando no centro ou na circunferência. Não há nada mais. Centro
de que ele poderia ser?
D.: Como se pode saber se alguém é
competente para ser um Guru?
M.: Pela paz mental sentida em sua
presença e pelo sentido de respeito que você sente por ele.D.: Se o Guru se revela incompetente, qual será o destino do discípulo que lhe tem fé?
M.: A cada um segundo seus méritos.
D.: Quais são suas opiniões sobre reforma social?
M.: A autorreforma automaticamente traz a reforma social. Limite-se à autorreforma. A reforma social cuidará de si mesma.
Aham - ‘Eu’, é apenas um. Os egos são
diferentes. Eles estão no Eu Único. O Eu não é afetado pelos egos.
De quem é este ‘pensamento do eu’ (o ego)? Esta
investigação forma a vichara.
Havia dois pavões que costumavam desfilar com penas
abertas como um leque. Uma cobra também costumava tomar parte na brincadeira e
levantava seu capelo e se movia no meio deles.
Prana e mente surgem da mesma fonte. A
fonte pode ser alcançada controlando a respiração ou seguindo a mente.
Apenas após perfeita vairagya (ausência de paixão)
a mente se torna firme.

Durante a época em que Sri Bhagavan ficou na caverna
Virupaksha, Sri Bhagavan e Mudaliar Swami estavam caminhando juntos atrás de
Skandasramam. Havia uma grande pedra de aproximadamente 5 metros de altura; era
uma fenda, uma garota (uma pastora) estava ali chorando. Sri Bhagavan perguntou
a razão de sua mágoa. Ela disse, ‘Uma ovelha minha caiu nesta fenda; por isso
estou chorando’. Sri Bhagavan desceu na fenda, pôs a ovelha em seus ombros,
subiu à superfície e entregou a ovelha a ela.
Mudaliar Swami diz que foi um feito admirável para qualquer ser humano.
Vichara é o processo e a meta também. ‘EU
SOU’ é a meta e a Realidade final.
Pela prática da yoga, o yogi desce, depois sobe,
percorre toda a extensão até que a meta é alcançada (sahasrara); pela prática
de jnana o praticante se estabelece diretamente no
centro. Os Yogis atribuem a maior importância à subida até sahasrara (lótus de mil pétalas). Alguns yogis dizem que
há outros centros superiores com maiores involuções, isto é, 100.000 pétalas ou
100.000.000 de pétalas. Eles apontam que a corrente vital entra no corpo pela fontanela
e argumentam que, tendo viyoga (separação) vindo por esse caminho, yoga
(união) também deve ser efetuada de modo inverso. Portanto devemos, pela
prática de yoga, reunir os pranas e penetrar a fontanela para a consumação
da yoga (união). Os jnanis apontam que o yogi assume a existência do
corpo, sua separação do Eu, e portanto aconselham esforço para a reunião pela
prática de yoga. De fato, o corpo está na mente, a qual tem o cérebro como seu
assento, o qual funciona pela luz emprestada de outra fonte, como admitem os
próprios yogis. O Jnani então argumenta: se a luz é emprestada, ela deve
vir de sua fonte original. Vá à fonte diretamente e não dependa de recursos
emprestados.
Tendo sua fonte no Eu, o ego deve trilhar o caminho
de volta para imergir em sua fonte. O centro do ego é chamado Coração, o mesmo
que o Eu.
Anahata não é o mesmo que o centro do
Coração. Se assim fosse, por que deveriam os yogis seguir até o Sahasrara?
Além disso, nunca estamos longe do centro do Coração. Antes de alcançar anahata
ou após passá-lo, a pessoa está apenas no centro. A prática de yoga ou vichara
é feita sempre permanecendo no centro, apenas.
Perguntamos se era verdade que alguns discípulos
tinham tido o privilégio de sentir o centro do Coração de Sri Bhagavan estando
do lado direito, ao colocar suas mãos no peito de Sri Bhagavan. Sri Bhagavan disse, “Sim.”
Os Upanishads dizem que 101 nadis terminam
no Coração e 72.000 se originam deles e atravessam o corpo. O Coração é assim o
centro do corpo.
Sri Bhagavan observou: Houve rishis como
Visvamitra que podiam duplicar o universo se desejassem. Eles viveram durante a
vida de Ravana que causou agonia até mesmo a Sita e Rama, entre outros. Não
poderia Visvamitra ter destruído Ravana com poderes ocultos? Embora capazes,
não o fizeram. Por que? As ocorrências são conhecidas aos sábios, mas passam
sem deixar uma impressão em suas mentes. Até mesmo um dilúvio aparecerá como
uma insignificância para eles; eles não se importam com nada.
O sucesso desenvolve arrogância e o progresso
spiritual do homem é assim detido. O fracasso por outro lado é benéfico, na
medida em que abre os olhos do homem a suas limitações e o prepara para
render-se. Portanto deve-se tentar ganhar equilíbrio mental sob todas as
circunstâncias. Isto é poder da vontade. Sucesso e fracasso são o resultado do
destino e não do poder da vontade.
Anahata é o chakra que está atrás do coração.
D.: Como saber que o coração spiritual
está à direita?
M.: Pela experiência.D.: Há alguma indicação quanto a isso?
M.: Aponte para si mesmo e veja.
D.: Eu pratico pranayama. Ele gera calor no corpo. O que devo fazer?
M.: O calor passará quando a mente ganhar calma.
O yogi se esforça para purificar os nadis;
assim a Kundalini desperta e se levanta do cóccix à cabeça. O yogi é
mais tarde aconselhado a descer ao Coração como o passo final.
Os Vedas dizem: “O Coração é como um lótus voltado
para baixo, ou um botão de bananeira.”
“Existe um ponto brilhante parecido a um átomo.
Aquele ponto é como uma chama, e em seu centro Brahman transcendental está
sentado.”
Sri Maharshi leu uma notícia de um jornal: um
guarda florestal armado com um rifle estava andando na selva e notou dois
pontos brilhantes num matagal. Aproximando-se para descobrir o que eram, ficou
face a face com um grande tigre a poucos metros dele. Ele jogou sua arma e
assumiu uma atitude de oração ao rei da selva. O tigre levantou-se e
vagarosamente se foi sem machucá-lo.
Quando uma pessoa desperta do sono, a cabeça se
levanta e há a luz da consciência. Esta luz já existia no coração, que depois
se reflete no cérebro e aparece como consciência.
Se alguém
insulta ou fere outra pessoa, o remédio não está na retaliação ou resistência. Simplesmente
mantenha-se quieto. Esta quietude trará paz ao insultado, mas deixará o
ofensor em desassossego, até que ele é
levado a admitir seu erro à pessoa ofendida.
D.: É correto orar a Deus ou ao Guru
quando se está afligido por problemas do mundo?
M.: Sem dúvida.
Perguntar “Quem sou eu?” é o único remédio para
todos os males do mundo. É também perfeita felicidade.
As pessoas boas não se preocuparão em fazer planos
prévios para suas ações. Por que assim? Porque Deus que nos mandou ao mundo tem
Seu próprio plano e este certamente se realizará.
M.: Dor ou prazer é o resultado do
Karma passado e não do presente Karma. Dor e prazer se alternam um ao outro. A
pessoa deve sofrer ou gozar pacientemente sem ser levada por eles. Ela deve sempre
tentar segurar-se ao Eu.
Não fico satisfeito com estes namaskars (prostrações). As pessoas devem manter suas
mentes puras; ao invés disso elas se curvam ou se prostram ante mim. Não sou
enganado por estes atos.
Se os méritos e deméritos da pessoa forem iguais,
ela renasce diretamente aqui. Se os méritos sobrepassam os deméritos, o corpo
sutil vai ao céu e depois renasce aqui; se os deméritos sobrepassam os méritos,
ela vai ao inferno e posteriormente renasce aqui.
D.: Qual método é o melhor?
M.: Depende do temperamento do
indivíduo. Cada pessoa nasce com os samskaras de vidas passadas. Um
método será mais fácil para uma pessoa e outro método para outra.
Eles oram a
Deus e terminam com “Seja feita Vossa Vontade!” Se a Vontade Dele será feita,
por que oram? É verdade que a Divina Vontade prevalece em todos os momentos e
circunstâncias. Os indivíduos não podem agir por si mesmos. Reconheça a força
da Divina Vontade e mantenha-se quieto. Deus cuida de cada um. Ele criou tudo.
Você é um entre 2 bilhões (em 1945). Se Ele cuida de tantos, vai esquecer de você? Não há
necessidade de fazê-Lo conhecer suas necessidades. Ele as conhece e cuidará
delas. Por que você ora? Porque você se sente desamparado e quer que o Poder
Superior o ajude. Bem, seu Criador e Protetor não conhece sua fraqueza? Você
deve desfilar sua fraqueza para que Ele possa conhecê-la?
D.: Mas Deus ajuda os que ajudam a si
mesmos.M.: Certamente. Ajude a si mesmo e isto está de acordo com a Vontade de Deus. Toda ação é induzida apenas por Ele. Sobre a oração para o bem dos outros, parece muito inegoísta na superfície. Mas analise o sentimento e você notará egoísmo aí também. Você deseja a felicidade dos outros para que possa ser feliz. Ou você quer o crédito por ter intercedido para o bem de outros. Deus não requer um intermediário. Cuide dos seus deveres e tudo ficará bem.

Se alguém se concentra em Sahasrara, não há
dúvida de que o êxtase acontece. Os vasanas, que são as tendências,
entretanto não são destruídos. O yogi portanto deve sair do samadhi,
porque a liberação ainda não foi conseguida. Ele deve tentar erradicar os vasanas
para que as tendências inerentes não perturbem a paz de seu samadhi.
Assim ele desce do sahasrara ao coração através do chamado jivanadi,
que é apenas uma continuação do Sushumna. O Sushumna é assim uma
curva. Começa no plexo solar, sobe pela espinha ao cérebro e dali curva-se para
baixo e termina no coração. Quando o yogi alcança o coração, o samadhi
se torna permanente. Assim vemos que o coração é o centro final. Alguns
Upanishads também falam de 101 nadis que saem do coração, um deles sendo o nadi
vital. Este (vichara) é o método direto de Autorrealização. Quem o adota não
precisa se preocupar com nadis, o cérebro, o Sushumna, o Paranadi,
a Kundalini, pranayama ou os seis centros.
O Eu reside no Coração e é autoluminoso como o Sol.
O Coração é portanto o centro. Uma pessoa nunca
pode se afastar dele. Se ela se afasta, já está morta. Embora os Upanishads
digam que o jiva funciona através de outros centros em diferentes
ocasiões, mesmo assim ele não abandona o Coração. Os centros são simplesmente
lugares de atividades. O Eu está ligado ao Coração, como uma vaca amarrada a
uma cavilha. Os movimentos são controlados pelo tamanho da corda. Todas suas
andanças se centram ao redor da cavilha. Assim também é com o Eu. Ele fica no
Coração e segura outros centros de acordo com as circunstâncias. Mas suas
atividades sempre estão centradas ao redor do Coração.
No estado desperto, o jiva no aspecto Visva e o
Senhor no aspecto Virat, morando juntos nas oito pétalas do lótus do Coração,
funcionam através dos olhos e desfrutam os prazeres de vários objetos por meio
dos sentidos, órgãos etc.
O reino vegetal está sempre em sono profundo; os
animais têm ambos, sonho e sono profundo; os deuses estão sempre despertos; o
homem tem todos os três estados; mas o yogi reside apenas em turiya, e o
mais elevado yogi permanece em turyatita.
Por volta das 4 da tarde, Sri Bhagavan, que estava
escrevendo algo atentamente, voltou Seus olhos vagarosamente para a janela ao
norte; fechou a caneta com a tampa e a colocou no estojo; fechou o caderno e o
pôs de lado; tirou os óculos, colocou-os no estojo e pôs de lado. Inclinou-se
para trás um pouco, olhou para cima, voltou Sua face para este e aquele lado; e
olhou aqui e ali. Passou Sua mão sobre Seu rosto e pareceu contemplativo. Então
voltou-se a alguém no salão e disse suavemente:
M.: O casal de pardais vieram agora
aqui e reclamaram a mim que seu ninho foi removido. Olhei para cima e descobri
que não está ali.” Então chamou o atendente, Madhava Swami, e perguntou:
“Madhava, alguém removeu o ninho do pardal?” O atendente, que andava ocioso,
respondeu com um ar de despreocupação: “Eu removi os ninhos assim que foram
construídos. Removi o último esta tarde.”M.: É isto. É por isso que os pardais reclamaram. Pobrezinhos! Com que dificuldade eles pegam os pedaços de palha e desfiam em seus minúsculos bicos e lutam para construir seus ninhos!
Atendente: Mas por que eles têm que construir aqui, sobre nossas cabeças?
M.: Bem, bem. Vamos ver quem vence no final. (Após uma pequena pausa Sri Bhagavan saiu ).
M.: ‘Quem sou eu?’ representa jnana. ‘De onde sou eu?’ é yoga. Admite um
jivatma que procura o Paramatma.
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