19.12.12

GURU RAMANA - S. Cohen



Tudo é poeira, tudo é transitório, inclusive os laços humanos aparentemente indissolúveis, e mais ainda a riqueza e a fama, e portanto, não dignos de se lamentar. Nada é imutável e duradouro, a não ser o estado natural do puro ser. (Cohen)

Se a concentração é feita com o cérebro, seguem sensações de calor e até mesmo dor de cabeça. A concentração deve ser feita no coração, que é refrescante. Relaxe e sua meditação será fácil. Mantenha sua mente firme, afastando gentilmente todos os pensamentos intrusos, mas sem tensão – logo você terá sucesso.”

Eu costumava sentir as vibrações do Coração, que se assemelham às de um dínamo, até mesmo na escola. Quando fiquei aparentemente morto em Tiruvannamalai, todo objeto e sensação desapareceram, exceto estas vibrações.”

Bhagavan não gosta que haja qualquer coisa especial para si. Ele sempre nos diz que se alguém traz comida e distribui entre todos, ele não se importa mesmo se for deixado de fora, mas ficará magoado se a comida for dada a ele somente e não for distribuída aos outros que estão ali. Se ele está caminhando por um caminho, e algumas pessoas estão vindo na direção oposta, ele não gosta que elas fiquem de lado para ele, mas ao contrário, ele próprio ficará de lado permitindo que elas passem e, até que tenham passado, ele não dará um passo além. Devemos nos considerar afortunados se pudermos absorver mesmo uma milésima parte deste espírito de igualdade e renúncia.




Sempre que eu sentia saudade de casa, eu ia até Bhagavan quando quase não havia ninguém presente, e dizia, 'Quero ir para casa, Bhagavan, mas tenho medo de cair de volta nas confusões de família'. Ele replicava, 'Onde está a questão de cairmos em alguma coisa, quando tudo vem e cai em nós?' Em outra ocasião, eu disse, 'Swami, ainda não estou livre destes vínculos.' Bhagavan replicou, 'Deixe o que vem vir, deixe o que vai ir. Por que você se preocupa?' Sim, se apenas pudéssemos realizar o que aquele 'Eu' é, não teríamos todas estas preocupações.


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