2.12.12

ENSINAMENTOS DOS MONGES DA ORDEM RAMAKRISHNA



Tendemos a ver em outros defeitos que carregamos em nós mesmos.

Mudar os maus é tarefa para o santo, não para o homem comum.

A menos que sejamos hipócritas, não nos preocupemos pela impressão que fazemos a quem nos observa.

A relação entre agressor e vítima nem sempre é de simples culpa e inocência. Pode haver provocação de ambos os lados.

Nossa satisfação tem vida curta. E nossos olhos caem sobre algum novo objeto do desejo.

É difícil aos fracos praticar o perdão.

Se alguém quer felicidade e sucesso, deve primeiro aprender a cooperar com os membros de sua família, e depois na sociedade.

Chakras:

Muladhara: terra, força, firmeza
Svadishtana: água, modéstia, humildade
Manipura: fogo, vitalidade, pureza
Anahata: ar, vida plena, revitalização
Vishuddha: éter, radiância, universalidade

O coração (anandakanda, vermelho, oito pétalas) está uma polegada sobre a boca do estômago e sob o pericarpo de anahata (azul, doze pétalas).

O yogi pode manifestar-se mais através de anahata, vishuddha ou ajña, manifestando amor, beleza ou sabedoria, de acordo com o chakra onde põe sua consciência.

Muladhara: experiências e vidas passadas gravadas
Svadishtana: casa do eu inferior, fonte das forças animais
Manipura: clímax do prazer material, poder, fama, saúde, beleza física e prosperidade
Anahata: amor, caridade, personalidade atrativa e fascinante
Vishuddha: beleza, verdade e bondade; dom artístico
Ajna: absoluto conhecimento
Sahasrara: a gota se funde no oceano

A natureza feminina é mais emocional. Se o homem não entende as necessidades femininas, ele cria tensão, distúrbio e insatisfação da mulher no plano físico, pois sua satisfação física está muito ligada à sua vida emocional.

A mulher é uma esposa feliz à medida em que é mãe.

Sem energia não se pode seguir nenhuma instrução. Se há algum pecado, é a preguiça (tamas). A energia é como um músculo, fortalece-se quando é usada.

Estamos ligados ao que odiamos ou tememos, e por isso o mesmo problema, perigo ou dificuldade se apresenta continuamente em vários aspectos, enquanto continuarmos a resistir ou fugir ao invés de examinar ou dissolvê-lo.

A mente (ar) considera prós e contras.
O intelecto (fogo) determina.
A memória (água) relembra.
O ego (terra), autoconsciência.


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O perdão melhora a saúde, e uma mente saudável é mais fácil de controlar.

O medo, a expectativa, nos faz vítimas de preocupações sem bases factuais.

Exponha-se a constantes pensamentos de ira, e acharás ocasiões para a ira durante todo o cotidiano.

A mente funciona por hábito. Se meditas à mesma hora, ela ficará calma naquele momento todo dia.

Os períodos de tranquilidade (aurora, meio dia, ocaso e meia noite) duram 45 minutos – 22,5 antes e 22,5 depois.

O que prejudica o controle mental: prejudicar outros, achar faltas alheias, egocentrismo, ambicionar demais, inveja; comer, beber, falar, trabalhar e dormir pouco ou demais.

Praticar disciplinas espirituais sem tentar controlar o desejo torna a mente desequilibrada. Se tentarmos controlar o desejo, sem criar amor e compaixão para opor-se a ele, o resultado pode ser mais trágico.

Pensa-se mais claramente com o corpo ereto do que curvado.

Os problemas da vida se desfazem pela prática espiritual.

Comida sátvica: dá vitalidade, saúde, alegria e apetite; é saborosa e oleaginosa.
Comida rajásica: amarga, azeda, salgada, seca e queimante; produz dor e aflição.
Comida tamásica: estragada, amanhecida, mal cheirosa.
Cada tipo de comida desenvolve um tipo de mente.

O coração é onde os nervos se encontram, como os raios de uma roda. Aí mora Brahman, medite nele como OM.

A mente deve ter ocupação saudável e criativa. Do contrário vagueará para coisas baixas. A ocupação deve ser variada para não cansá-la.

A indolência inspira covardia, irresolução, tristeza autocompassiva e dúvidas triviais.


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