15.12.12

RAMATIS e a educação infantil


Castigo físico é sinônimo de violência, desforra ou impotência educativa! O problema dos pais não é castigar, mas educar, amparar e orientar os filhos! Em última instância, comovê-los e obter-lhes concessões disciplinares em troca de favores agradáveis. Quando os pais são amigos incondicionais dos filhos, os seus descendentes acabam compreendendo que toda rebelião e indisciplina é sempre um prejuízo e uma ofensiva ingrata contra amigos tão generosos. Mas, em geral, os pais são criaturas revestidas de mil pecadilhos e paixões incontroláveis, cuja vivência heterogênea e contraditória não passa desapercebida à criança. Procriar filhos é aceitar o dever mortificante e oneroso de educá-los. Sem dúvida, é coisa fatigante e requer indiscutível habilidade dos pais.

Malgrado a semelhança de configuração carnal e dos impulsos atávicos, os filhos podem diferir completamente dos pais, porque são de diferente natureza espiritual. Em verdade, o filho é o hóspede espiritual que enverga o traje carnal cedido pela família consangüínea, mas precisa ser orientado assim como qualquer turista numa terra estranha.

Não somos pelo sentimentalismo piegas dos pais que favorecem o despotismo de "reizinhos", "princesitas" ou ditadores de cueiros, causando nos lares os cometimentos mais desagradáveis, agressivos e desatinados. É imprudência os pais e avós deixarem-se hipnotizar pelos aspectos buliçosos e festivos da criança que lhes herda a fisionomia familiar, a ponto de permiti-las cometerem toda sorte de danos e agressividades, só porque eles retratam satisfatoriamente a mesma configuração carnal. Depois que o instinto animal domina a criança de modo incontrolável, a surra e o castigo físico só lhes acicatam o "amor próprio" ferido, gerando maior rebeldia.



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