19.12.12

RAJA YOGA - Ramacháraka


  • O homem, antes de querer achar a solução dos segredos do universo exterior, deve saber governar o universo interior – o reino do Eu. Quando conseguir isto, poderá e deverá ir à procura do saber exterior, como um senhor que quer desvendar os segredos deste saber, e não como um escravo que pede migalhas da mesa da ciência.

  • O que o aspirante deve conhecer em primeiro lugar é seu Eu. Há de ser capaz de distinguir entre o Eu e o não-Eu. Esta é a primeira tarefa que espera o aspirante. Aquilo que é o Eu real do homem é a centelha divina, emitida pela chama sagrada. Possui em si mesmo o poder, a sabedoria e a realidade.

  • À medida que o homem se adiante em cultura e civilização, seus sentidos são educados, e encontram satisfação só em coisas mais refinadas, ao passo que o homem menos cultivado se contenta e satisfaz com os gozos sensuais mais grosseiros e materiais.

  • Tudo que é necessário é que o aspirante sinta em si o amanhecer da consciência que desperta, ou a percepção do Eu real. Os estados superiores da consciência do Eu virão gradualmente, porque quem entrou uma vez no caminho não pode retroceder. Pode haver pausas na jornada, mas nunca se pode perder realmente o que se obteve uma vez no caminho.

  • O homem há de ser senhor de si mesmo antes que possa esperar exercer influência sobre seu ambiente. O caminho que conduz ao desenvolvimento e ao poder é estreito e árduo, e cada aspirante há de dar pessoalmente todos os passos, com seu próprio esforço.

  • A primeira instrução que se dá ao aspirante à iniciação tem por fim despertar a mente à consciência da individualidade do Eu. O aspirante deverá aprender a afrouxar seu corpo, acalmar sua mente e meditar sobre o Eu.



  • Retirai-vos a um quarto quieto, onde vossa mente se sinta segura e calma. Devereis estar isolados, em comunhão com vosso Eu real. Sentai numa cadeira cômoda para que possais relaxar ou afrouxar os músculos e evitar a tensão de vossos nervos, até que um sentimento de perfeita paz, descanso e calma penetre em vosso ser. Descansai o corpo e acalmai a alma. Concentrai toda a atenção no seu Eu individual, formando em vossa mente a idéia de si mesmo como sendo uma coisa real, um sol ao redor do qual o mundo todo gira. Deve ver-se como um centro. Enquanto o ego não se reconhecer como sendo um centro de pensamento, influência e poder, não poderá manifestar estas qualidades.

  • O aspirante há de meditar sobre o Eu, e reconhecê-lo, senti-lo,como sendo um centro. Esta é sua primeira tarefa.

  • O aspirante pode acelerar a realização do Eu como um centro, se entrar em silêncio, repetindo várias vezes seu nome, lenta, refletida e solenemente.

  • Vós, o Eu real, não sois o corpo. Vós sois espírito. Quando entrardes neste reconhecimento e nesta consciência, sentireis um influxo de força e poder que não se pode descrever. O medo cairá de vós como um manto rasgado e sentireis que nascestes de novo.

  • Não percais a coragem se vosso progresso for lento. Não vos aflijais se escorregardes um passo para trás, depois de vos terdes adiantado. Na próxima vez dareis dois passos avante.

  • Afirmações (mantras): “Eu sou um centro. Em torno de mim gira meu mundo.”
    Eu sou um centro de influência e poder.”
    Eu sou um centro de pensamento e consciência”.
    Eu sou independente do corpo”.
    Eu sou imortal e não posso ser destruído.”
    Eu sou invencível e nada me pode fazer mal.”

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